Dia de andar de transporte público - sem bengala! Pois é, hoje deixei a bengala no seu cantinho em casa e saí para minha consulta no vascular, lá no Paraíso. Andei de ônibus e metrô sem o privilégio de um assento preferencial que a bengala sugere.Mas isso é muito bom para a volta à vida normal. Mesmo porque se não houvesse sofrido o AVC ainda estaria longe de poder usar esses assentos pelo quesito idade.
Não ter levado a bengala não foi a princípio uma proposição minha pensando nos benefícios relatados acima. A verdade é que chovia muito pela manhã, ou seja, ou levava a bengala ou o guarda-chuva, visto que minha mão esquerda ainda não pode com uma nem com o outro. Enfim, peguei o guarda-chuva e fui-me embora. Boa decisão, porque chegando na estação Paraíso chovia muito e ainda precisava andar ainda uns três ou quatro quarteirões. Percebi a insegurança dos que se viciam no apoio de bengalas ou muletas e se veem sem esse recurso. Atravessar as ruas "à paisana", sem a bengala, te dá a certeza de que os motoristas não sabem que você tem uma dificuldade. E se precisar correr? É preciso contar com a civilidade do próximo, estando certo que quase nunca você vai encontrá-la no convívio na cidade grande.
Paulo Coutinho
3/out/2013
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