A ciência chegou a intrincados tratamentos, avançou muito a neurologia. A minha experiência com isso me leva a crer que mais que dezenas de terapias e fisioterapias, que a certeza comprovada de que o cérebro tem capacidade de se regenerar, a chave do sucesso está na atitude de quem enfrenta barra tão pesada quanto perder movimentos e funções como fala, memória etc. Vestir a farda do "o coitadinho" só faz atrasar o caminho da "volta por cima". Tive a sorte de manter consciência e lucidez durante todo o processo. Passei por todas as fases, da revolta inicial à resignação, e tive desde o começo comigo a seguinte resolução: se tinha que passar por isso, a artéria estava mesmo entupida e a lesão estabelecida, de cara já sabia o que significava minha situação e quais seriam minhas chances. E minha chance foi me apegar a minha consciência intacta e força interior que me veio não sei de onde, para sair dessa. Mas, voltando ao pacto que fiz comigo, decidi: Se tinha de passar por tudo isso passaria, mas sobretudo, com dignidade. E foi o que procurei fazer, aceitar minhas limitações, progredir pouco a pouco, e sempre com minha mente no comando. É a mente que manda, amigos.
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| Imagem de neurônios se "conectando", as famosas sinapses |
Se entregar, jamais. Procurem encarar este episódio da vida como algo temporário, como ademais tudo na vida, até ela própria.
Fé em Deus e pé na tábua ou taba, como diriam os Tribalistas *
* ouçam: http://www.youtube.com/watch?v=FfKm8CoX0WU
Bom feriado a todos,
Paulo Coutinho
02/11/2013



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