Cara Nádia, não sei qual o teu interesse na minha tábua-faquir, se tens, como eu, limitação numa das mãos, ou se é mera curiosidade da guria. De qualquer forma gostei muito de ter teu retorno aí, de tão longe da minha Sampa. Ontem, ao rever meus amigos João e Dani, em férias aqui em São aulo, Dani reforçou teu interesse na minha invenção, que aliás me ajudou muito, quando quis retornar às artes culinárias e constatei muitos perigos na cozinha para minha mãozinha esquerda sequelada. Cheguei a solução da tábua-faquir com um pouco da minha engenhosidade e a impecável e caprichosa execução do paizão, Sr. Paulo. Homem habilidoso e trabalhador - hoje, aos 84 anos, acorda diariamente às 4h para fazer sua barba impecavelmente, pega seu fiestinha e segue para o trampo, num restaurante no centro de São Paulo. Dá expediente até 11h, e volta para casa por volta do meio-dia - e tslvez seja este o segredo do seu vigor e disposição. Meu pai é bonitão, outro dia, veio uma senhorinha de 72 anos puxar papo comigo numa sala de espera de médico, mas ela estava de olho era no velho! - "Nossa, 84? Aparenta bem menos, disse a coroa saidinha, olhando para mim e para meu pai, concluindo com sua cantada final: Vocês são bem parecidos, quantos anos tens, uns 50?, perguntou-me a senhora, acrescentando-me um par de anos. Olhando assim, parecem irmãos, ele assim um irmão mais velho teu. Desde então, nas últimas semanas virou meu "Mano Velho". Encho o saco do meu velhinho, hehe.
Pois bem Nádia, fiz este post pra ti - vou lá na cozinha fotografar a dita cuja para veres. E de lambuja acabaste brindada por mais uma das centenas de histórias inéditas minhas e de meus heterônimos: os profetas Tupiniquincas e Tupiniqueas. Muito obrigado, Nádia, pelo interesse no meu trabalho.
PS: fotos daqui a minutos, neste blog.
Paulo Coutinho,
16/11/2013
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