Hoje fui ao retorno da minha neurologista, Dra. Melissa Castelo Branco e Silva. Seu consultório fica no bairro do Carandiru - Zona Norte paulistana, bem próximo à extinta Casa de Detenção de São Paulo - aliás, esse local está bem bonito agora. Depois que implodiram tudo, após rebelião que terminou com 111 detentos mortos pela Polícia Militar de São Paulo, em 2 de outubro de 1992, o Governo do Estado implantou ali um complexo esportivo-cultural e educacional, o Parque da Juventude, com quadras esportivas, jardins, escolas técnicas estaduais e espaços para mostras e exposições - até estava com a máquina fotográfica, mas chovia e com pouca luminosidade para fazer os registros. Outra hora volto lá, depois mostro para vocês.
Voltando ao assunto, fui levar os exames à Dra. Melissa. Queria saber sua opinião a respeito dos dois ultrassons atestarem oclusão total na Artéria Carótida Interna Direita. Em resumo, Dra. Melissa não vê maiores riscos pelo fato da artéria já estar ocluída, ou seja, não passa sangue, e assim sendo não corro o risco de novos trombos se desprenderem e causarem uma nova isquemia cerebral. E assim como os Drs. Alisson (vascular) e João (cardiologista), ela acha melhor deixar como está, nada de anticoagulantes ou intervenções cirúrgicas. Recomendou, igualmente, que eu mantivesse minha dose diária de ácido acetil salicílico, o popular AAS - tomo dois de 100mg após o almoço.
O positivo desse episódio foi, enfim, ter me certificado da causa do meu AVC de 2005. Para a Dra. Melissa, parece não haver mais dúvidas que o processo de oclusão desta carótida foi o que provocou a isquemia que me sequelou o lado esquerdo.
Quanto à irrigação sanguínea cerebral, o sistema circulatório se encarrega de encontrar novos caminhos - minhas carótidas esquerdas devem estar trabalhando bem, junto com as artérias comunicantes entre os hemisférios cerebrais.
Paulo Coutinho
22/nov/2013
Nenhum comentário:
Postar um comentário