Ah, esqueci de dizer para vocês ontem que minha competente neurologista, Dra. Melissa, corrobora com minha tese que a mente manda, o qual eu defino assim: "Se sua mente - enquanto consciência e lucidez - estiver OK, ela encarregar-se-á, por seus meios, de mover e carregar seu corpo".
Acredito muito na força de vontade, no querer. Como a resignação é a porta de entrada para a aceitação, mais ainda a vontade está para a superação, pois com o querer muito você passa a ter mais de meio caminho andado. Reconheço, entretanto, que precisei aprender a dosar vontade e paciência, porque nesta empreitada, uma depende da outra. Fui curtindo minhas pequenas vitórias uma a uma, enquanto a fantástica natureza foi se encarregando de fazer novas conexões entre meus neurônios. Assim fui escalando cada degrau. Do primeiro passo sem apoio algum à renovação da minha CNH, aos dias de hoje que rodo a minha grande São Paulo toda de transporte público e a pé. Parece um milagre, depois de naquele fatídico dia de fevereiro de 2005, minha mãe ter ouvido do primeiro médico que me socorreu: "É uma pena, um rapaz tão novo ter de passar a vida numa cadeira de rodas".
Pois é, Dr. da cidade de Santos, estou aqui vivíssimo, com minhas dificuldades, mas andando com as próprias pernas, até dirigindo carros e, como o senhor vê, ótima memória.
Para finalizar, reforço a dica: forçai vossas mentes que TUDO vos será facilitado.
Paulo Coutinho,
23/nov/2013
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