quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Minha carótida interna direita

Amanhã, enfim, vou ao cirurgião vascular, Dr. Alisson, ouvir a opinião dele sobre a obstrução da minha carótida interna direita. Vou levar os dois exames de ultrassonografia com doppler das carótidas que fiz (um foi ele mesmo que pediu, o outro foi solicitação da Dra. Melissa, minha neurologista). Os dois laudos apontam ausência de fluxo sanguíneo na carótida interna direita. 
Olha ela aí, em vermelho, repare omo irriga a base do crânio e a região dos ollhos. Essa não é a minha, eu sou mais bonitinho, rs.
Fiquei preocupado, é claro, afinal foi desse lado que tive meu problema. Por outro lado, acho que a Dra. Melissa vai concordar comigo que, se de acordo com os exames parece tratar-se de lesão antiga, essa obstrução bem pode ser a causa do meu AVC isquêmico. Minha teoria é que um pequeno trombo tenha se soltado e circulou até chegar numa ramificação arterial de menor calibre, onde parou e causou o AVC. Mas quero decidir o que fazer em conjunto com os doutores Alisson e Melissa. Quero saber, por exemplo, se seria caso de uma terapêutica com anticoagulantes, ou de uma intervenção angioplástica. Ou ainda, como sustenta o meu cardiologista Dr. João, se é caso de "deixar como está, pois nosso organismo faz suas compensações e, se estou bem, assintomático, a carótida esquerda vem dando bem conta do recado".

Dr. Alisson também me solicitou um ultrassom doppler colorido de membros inferiores. A meu pedido, pois já sofri TVP (Trombose Venosa Profunda) em ambas as pernas. E acredite, quem já teve trombose sabe que nunca mais suas pernas voltarão a ser as mesmas. A leitura leiga que fiz do laudo desse exame - eu sou assim, não resisto à curiosidade de abrir aquelas pastas e ler logo a conclusão. Pelo que entendi, não há nada novo. Aparecem as sequelas da TVP, os sinais de recanalização e algumas varizes que também ficaram das tromboses. Outra hora conto minha história com a TVP.

Paulo Coutinho,
06/11/2013

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